Os candidatos deverão formalizar a sua candidatura tendo em conta que os documentos a apresentar deverão assegurar o absoluto anonimato dos concorrentes.

I. DOCUMENTOS A APRESENTAR

1.1 Invólucro «DOSSIER DE CANDIDATURA»

Os candidatos deverão apresentar um Dossier de Candidatura, com um máximo de 15 (quinze) páginas A4 (incluindo anexos), entregue em suporte papel e em suporte CD-ROM (ficheiros em formato PDF), no qual deverão incluir um plano de estudos detalhado com os seguintes elementos:

  1. título da candidatura/identificação do trabalho de investigação a desenvolver;
  2. identificação do(s) município(s) objecto de estudo;
  3. introdução (máximo 1.000 caracteres, incluindo espaços);
  4. objectivos (máximo 8.000 caracteres, incluindo espaços);
  5. metodologia de trabalho (máximo 2.000 caracteres, incluindo espaços);
  6. fases de estudo e a sua calendarização;
  7. referências bibliográficas (máximo 15 referências);
  8. outra documentação que os candidatos considerem útil para uma melhor avaliação da candidatura.

 

1.2. Invólucro «CANDIDATO»

Os candidatos deverão ainda apresentar, para além dos elementos definidos no ponto 1.1., os seguintes Documentos:

  1. Ficha de Inscrição;
  2. Cópia do Cartão de Cidadão ou cópias do Bilhete de Identidade e do Cartão de Contribuinte, de cada um dos elementos da equipa;
  3. Cópia da Declaração de Inscrição actualizada, emitida pela Ordem dos Arquitectos, de cada um dos elementos da equipa (se aplicável);
  4. Breve biografia (máximo 1.500 caracteres, incluindo espaços) de cada um dos elementos da equipa.

 

II. MODO DE APRESENTAÇÃO DOS DOCUMENTOS:

2.1. Os documentos definidos no ponto 1.1. do presente Regulamento deverão ser encerrados num invólucro opaco e fechado, no rosto do qual deverá ser escrita apenas as palavras «DOSSIER DE CANDIDATURA».

2.2. Os documentos definidos no ponto 1.2. do presente Regulamento deverão ser encerrados em invólucro opaco e fechado, no rosto do qual deverá ser escrita apenas a palavra «CANDIDATO».

2.3. Os invólucros «DOSSIER DE CANDIDATURA» e «CANDIDATO» deverão ser encerrados num invólucro exterior, igualmente opaco e fechado, devendo este conter apenas a morada do destinatário, como definido no ponto 3.1, e a designação do presente concurso «PROGRAMA DE BOLSAS DE INVESTIGAÇÃO NA ÁREA DA CIDADE E DA ARQUITECTURA. CIDADE E PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO DO SÉCULO XX: 1910 – 1974».

2.4. Todos os documentos previstos no ponto 1.1, bem como todos os invólucros referidos nos números anteriores, deverão ser elaborados e apresentados de tal forma que fique assegurado o total e absoluto anonimato dos concorrentes, não podendo conter qualquer elemento que permita, de forma directa ou indirecta, identificar o seu autor ou autores.

 

III. LOCAL E DATA LIMITE DE ENTREGA DAS CANDIDATURAS:

3.1. O invólucro exterior, referido no ponto 2.3., deverá ser entregue até às 18h00 do dia 10 de setembro de 2015, em mão ou via Correio, no Palácio das Artes – Fábrica de Talentos, Largo de S. Domingos, 16-22, 4050-545 Porto.

3.2. No caso da entrega da candidatura ser feita directamente nas instalações da Fundação da Juventude, ao apresentante será fornecido um recibo comprovativo da mesma, elaborado em respeito pelo princípio do anonimato.

3.3. No caso de envio da Candidatura por serviços postais, o mesmo deverá ser efectuado em correio registado com aviso de recepção, até ao termo do prazo acima referido (contando para o efeito a data de carimbo). De modo a assegurar o princípio do anonimato, no invólucro exterior deverá apenas constar a identificação do destinatário e a designação do presente concurso, não podendo haver qualquer informação sobre o remetente.

3.4. A organização apenas validará as propostas recebidas por via postal até ao 15º dia (seguido de calendário) contado a partir do termo do prazo para entrega das candidaturas.

 

IV. AVALIAÇÃO DAS CANDIDATURAS

4.1. Na análise e selecção das candidaturas, o Júri zelará pela diversidade e abrangência dos Municípios objecto de Estudo, privilegiando os seguintes critérios de avaliação:

  • A forma e o conteúdo da candidatura;
  • O rigor técnico e científico da proposta;
  • A originalidade e inovação do Estudo;
  • A transdisciplinaridade do Estudo;
  • Os contributos para o desenvolvimento da cidade.

4.2. De forma a haver completo respeito pelo princípio do anonimato, o Júri inscreverá um número em cada invólucro exterior, procedendo, posteriormente à sua abertura, à inscrição desse número nos invólucros que o integram. Posteriormente, o Júri procederá à abertura do invólucro «DOSSIER DE CANDIDATURA», e à inscrição do número atribuído em cada uma das peças que o integram. O Júri só poderá proceder à abertura dos invólucros «CANDIDATO» depois de seleccionadas as candidaturas.

4.3. Após a selecção das candidaturas, o Júri designará, de entre os seus membros, um coordenador para acompanhar o desenvolvimento de cada um dos trabalhos de investigação.

4.4. Da decisão do Júri, que deverá ser fundamentada e constar de Acta assinada por todos os seus membros, não haverá lugar a reclamação ou recurso. As reuniões do Júri serão secretariadas pela Fundação da Juventude.

4.5. Todos os casos omissos neste regulamento serão analisados e decididos pelo Júri, apoiado pela Fundação da Juventude em conjunto com a Ordem dos Arquitectos – Conselho Directivo Nacional, Secção Regional do Norte e Secção Regional do Sul.

 

V. TRABALHO FINAL

O desenvolvimento dos trabalhos de investigação será acompanhado pelo coordenador acima referido.

Serão realizadas três sessões intermédias (uma por mês) de apoio ao desenvolvimento dos trabalhos, introduzindo momentos de reflexão e diálogo, que permitam estimular e concertar estratégias para as investigações em curso.

O Trabalho Final deverá ser apresentado sob a forma de um relatório ou ensaio e deverá conter, para além da informação escrita, material gráfico ilustrativo sobre o caso em estudo – cartas digitalizadas, gráficos, quadros estatísticos, fotografias, etc. – e um documento que registe o itinerário/ percurso do(s) objeto(s) alvo do estudo de investigação. Este registo deverá ser representado através de um mapa do município objecto de estudo onde deverão ser assinalados os referidos percursos.

Estes elementos deverão ser entregues nos seguintes formatos:

a) formato papel (dossier A4)

  • relatório ou ensaio

b) formato digital (CD-ROM com ficheiros em formato PDF)

  • relatório ou ensaio
  • mapa com o itinerário/ percurso do(s) objecto(s) alvo do estudo de investigação
  • 2 (dois) painéis A2

 

Os painéis A2 em formato PDF deverão estar concebidos de forma a ser possível realizar uma impressão por parte da Fundação da Juventude, para integrar, no caso de se reunirem as condições necessárias, uma exposição pública dos trabalhos de investigação elaborados, exposição esta a realizar oportunamente em território Nacional.

Mais ainda, as entidades promotoras propõem-se publicar os trabalhos seleccionados, desde que os mesmos recebam do Júri essa indicação e se encontrem reunidas condições para tal, sendo sempre salvaguardada a referência às respectivas autorias.